Despi-me para subir numa árvore. As coxas nuas abraçavam o tronco liso e úmido. As sandálias caminhando pelos galhos.
Bem no alto, mas ainda à sombra da folhagem, cavalguei um ramo afastado, os pés balouçando no espaço.
Chovera. Pingos d’água escorriam-me na pele. As mãos enodoadas de musgo, os artelhos rubros pelas flores neles esmagadas.
Sentia a bela árvore palpitar de vida ao trespassá-la o vento. Comprimi então mais as pernas, aplicando os lábios abertos à nuca velosa de um ramo.